






![]()
O Cine Amadora – Mostra Internacional de Cinema afirma-se como um espaço de encontro, reflexão e difusão do cinema produzido nos países de língua portuguesa, valorizando a diversidade cultural e promovendo novas formas de olhar o mundo através do audiovisual. Realizado na cidade da Amadora, território marcado pela multiculturalidade e pela forte presença de comunidades internacionais, o Cine Amadora consolida-se como uma plataforma de exibição, diálogo e aproximação entre realizadores, artistas, profissionais do setor e públicos diversos.
A edição zero, em 2023, marcou o início deste percurso, lançando as bases da mostra através de uma programação centrada na arte, nos direitos humanos e nas questões da migração e da diversidade cultural. Desde o início, o projeto assumiu uma forte dimensão formativa e de reflexão crítica, integrando debates, workshops e parcerias com escolas e instituições ligadas ao cinema.
Em 2024, já na sua primeira edição oficial, o Cine Amadora consolidou a sua identidade programática sob o mote “Cinema e Revolução – Uma Ideia na Cabeça e uma Câmara na Mão”, evocando os cinquenta anos do 25 de Abril. A programação reuniu cinema, música e pensamento crítico, promovendo encontros entre realizadores e público, cineconcertos, sessões especiais e debates em torno da memória, da liberdade e da transformação social.
Em 2025, a mostra aprofundou a sua linha curatorial ao afirmar o cinema como espaço de diálogo, reflexão e transformação. A programação procurou abordar diferentes perspetivas e realidades, ampliando as noções de diversidade e contribuindo para um olhar mais abrangente e plural sobre o mundo. Longas e curtas-metragens, cineconcertos, sessões temáticas, workshops e ações formativas reforçaram a dimensão artística e educativa do projeto, consolidando o Cine Amadora como espaço de encontro entre diferentes geografias, linguagens e experiências.
Em 2026, o Cine Amadora entra numa nova etapa, inspirada no conceito de “esperançar”, a partir do pensamento de Paulo Freire. Mais do que esperar, esperançar significa agir, construir e transformar coletivamente. Num contexto global marcado por conflitos, desigualdades e desafios sociais, a mostra propõe o cinema como lugar de escuta, partilha e imaginação de futuros possíveis. A programação deste ano aprofunda a relação entre cinema e música, integra cineconcertos, sessões para escolas, workshops e ações formativas, reforçando o compromisso com a capacitação de públicos e com o acesso democrático à cultura.
Os Recreios da Amadora mantêm-se como o epicentro do Cine Amadora, acolhendo uma programação acessível e inclusiva. A mostra continua a fortalecer parcerias institucionais e artísticas, promovendo o intercâmbio entre diferentes experiências cinematográficas e reforçando o papel da Amadora como território de criação e encontro cultural.
A entrada nas sessões e atividades é gratuita, refletindo o compromisso do Município da Amadora com a democratização do acesso à cultura e com a criação de um espaço aberto à comunidade.
O Cine Amadora afirma-se como uma mostra global do cinema dos países de língua portuguesa, enraizada num território fértil onde diferentes culturas, histórias, identidades e olhares se encontram através do cinema.
A direção artística e curadoria do Cine Amadora estão a cargo de Luísa Sequeira e Eron Quintiliano.
Sejam bem-vindas e bem-vindos ao Cine Amadora.
Sessão integrada no programa nacional “IGAC vai à Escola”, dirigida a alunos e professores do 1.º e 2.º ciclos. A atividade aborda propriedade intelectual, direitos de autor, literacia cinematográfica e boas práticas de exibição em contexto escolar, promovendo uma relação consciente com as imagens e os seus enquadramentos legais.
Conjunto de narrativas que exploram empatia, crescimento e imaginação através de diferentes linguagens visuais.
O Casaco Rosa — Mónica Santos | 8 min
Água Mole — Alexandra Ramires & Laura Gonçalves | 9 min
Amélia & Duarte — Alice Guimarães & Mónica Santos | 8 min
Rui Carlos — Margarida Paias | 15 min
Elo — Alexandra Ramires | 11 min
Sopa Fria — Marta Monteiro | 6 min
Longa-metragem · 96 min · Portugal / Brasil · M12
Realização: António Ferreira
Um ex-combatente português, agora idoso, vive num lar onde o passado se infiltra no presente através de memórias persistentes e ruídos interiores. A chegada de uma cuidadora reabre camadas de identidade e humanidade num espaço onde o tempo parece suspenso. Um drama íntimo sobre envelhecimento, culpa e possibilidade de recomeço.
Conversa com o realizador António Ferreira após a sessão.
Programa curado por docentes e alunos da Escola Superior de Teatro e Cinema, reunindo trabalhos finais de estudantes do 2.º ano, representativos da diversidade estética e temática desenvolvida na instituição.
Realização: Bernardo Magalhães
Sinopse:
Um jovem preso político, cujo paradeiro é desconhecido da família, tenta convencer um companheiro de cela mais velho a fazer chegar um bilhete ao exterior. Um exercício de tensão contida que explora silêncio, resistência e comunicação em contexto de clausura.
Realização: Vasco Morais
Sinopse:
Viagem frenética e não linear que acompanha quatro concertos da música independente portuguesa, do público às bandas. À medida que o caos se instala na sala de espetáculo, a câmara torna-se memória de um corpo coletivo em ebulição.
Realização: Beatriz Oliveira
Sinopse:
Dentro de lojas estreitas e atafulhadas de diferentes ofícios, o filme observa gestos de cuidado, a relação entre material e mão, e a técnica paciente da renovação. Um olhar atento sobre tempo, trabalho e preservação.
Realização: Mário Veloso
Sinopse: Numa tentativa de realização do sonho da mãe, a realizadora acompanha e é acompanhada por três usuários do VRChat, Rúben, Rodrigo e Stiff, que se expõem partilhando as suas experiências e contacto com a realidade virtual, duma perspetiva afetuosa, tecnológica, e crítica.
Duração total da sessão: 1h38m
Após a exibição, os realizadores presentes estarão disponíveis para um bate-papo com o público.
Encontro de partilha com os estudantes participantes na Carta Branca, centrado nos processos criativos, metodologias de produção, desafios de transição para o meio profissional e circulação em festivais.
Momento oficial de abertura do Cine Amadora 2026, com apresentação da linha programática da edição e enquadramento do tema “Esperançar”, reafirmando o compromisso do Cine Amadora com o cinema enquanto espaço de reflexão crítica, memória e construção coletiva.
A sessão contempla o reconhecimento das parcerias e do trabalho artístico e colaborativo que sustenta esta edição, incluindo a atribuição de menções honrosas.
Realização: Basil da Cunha
Sinopse:
Após uma rusga policial no bairro da Reboleira na Amadora, uma menina de sete anos procura o irmão desaparecido enquanto um homem recém-libertado tenta chegar ao trabalho. Um retrato intenso de um território em transição, onde a comunidade resiste às fraturas sociais.
Basil da Cunha é um realizador luso-suíço cuja obra está profundamente enraizada nos bairros da Amadora, nomeadamente na Reboleira. O seu cinema cruza ficção e observação social, trabalhando frequentemente com não-atores e desenvolvendo processos colaborativos prolongados com as comunidades locais. Presença regular em festivais internacionais, afirma-se como uma das vozes mais singulares do cinema português contemporâneo. A conversa abordará métodos de criação e o papel do cinema na construção de memória coletiva.
Realização: Antônio Pitanga
Sinopse:
Épico histórico ambientado na Salvador de 1835, durante a Revolta dos Malês, o maior levante organizado por pessoas escravizadas na história do Brasil. A narrativa acompanha dois jovens muçulmanos sequestrados em África e levados como escravizados, enfrentando a brutalidade do sistema colonial. Uma reflexão poderosa sobre identidade, resistência e memória coletiva.
Como o Cinema nos Ensina a Olhar
Sessão participativa que, através da análise de excertos de filmes, propõe uma reflexão crítica sobre a construção do olhar cinematográfico e a representação dos corpos femininos. Baseado no conceito de male gaze formulado por Laura Mulvey, o workshop promove uma leitura informada das imagens contemporâneas.
Programa de curtas-metragens dirigido ao público infantil, que explora imaginação, descoberta e empatia através de diferentes linguagens de animação e narrativa.
Realização: Alessio Garlaschelli
Documentário que acompanha três jovens, Augusta, Mariana e Crimilda, e a sua paixão pelo rugby, nos dias que antecedem o dia 7 de abril de 2022. Entre escola, família e treino, o filme revela como o desporto se torna espaço de afirmação feminina e transformação social.
Realização: Regis Faria
Retrato de Rêgi, engenheiro de 85 anos que enfrenta o luto e procura reinventar a vida através da escrita e do amor. Um filme sensível sobre envelhecimento, resiliência e capacidade de continuar.
Realizador, argumentista e produtor brasileiro, Kleber Mendonça Filho é uma das figuras centrais do cinema contemporâneo do Brasil, com reconhecimento internacional por obras como O Som ao Redor, Aquarius, Bacurau e O Agente Secreto. O seu cinema cruza crítica social, tensão política e construção atmosférica rigorosa. A sua filmografia afirma-se como um dos olhares mais consistentes sobre cidade, memória e conflito no Brasil contemporâneo.
Recife Frio (2009)
Fábula satírica em formato de falso documentário que imagina uma mudança climática radical na cidade do Recife, expondo desigualdades e absurdos políticos.
Eletrodoméstica (2005)· M18
Observação mordaz da vida doméstica num apartamento de classe média, revelando tensões e isolamento emocional.
Realização: Sol de Carvalho
Um jovem inspetor investiga o homicídio do diretor de um asilo instalado numa antiga fortaleza colonial. Todos os idosos confessam o crime. A investigação revela histórias de abuso, violência e contrabando de armas. Um thriller social onde memória histórica e justiça se entrelaçam.
Terramoto – Capelinhos — Marco Oliveira | 5:06
Videoclipe inspirado na erupção dos Capelinhos, evocando a força da paisagem açoriana através da intensidade sonora e visual.
As Aventuras de Angosat — Resem Verkron & Marc Serena | 34:00
Musical indie que reimagina poeticamente o sonho e o desaparecimento do primeiro satélite angolano, transformando tecnologia em metáfora cultural.
Happier, Happier, Happier — Telmo Soares | 18:47· M6
O músico Noiserv aceita atuar na China e vê a experiência transformar-se numa viagem exigente e desconcertante, revelando fragilidade e reinvenção artística.
Conversa com Noiserv após a sessão.
“Um casamento entre a menina de coro e o irrequieto ex-Tédio Boys seria tão improvável quanto a união dos dois num encontro musical inesperado.” É desta tensão criativa que nasce KNOT3.
Toni Fortuna, vindo do rock e da experimentação sonora, e Selma Uamusse, marcada pela força da África urbana e pela colaboração com Rodrigo Leão, encontram-se no universo espiritual da música gospel. Eletrónica, guitarras e vozes constroem uma terceira entidade artística, onde cumplicidade e presença performativa definem a experiência em palco.
Workshop imersivo de iniciação à fotografia analógica e aos processos laboratoriais, orientado pela equipa da Circanalogique.
No dia 5, os participantes recebem rolos de película cinematográfica e câmaras fotográficas, lançando-se num desafio criativo de registo da cidade da Amadora ao longo de dois dias. No sábado decorre a revelação manual de película a cores, passando pela preparação em ambiente de luz controlada, processo químico, lavagem e análise dos resultados.
Após a secagem, as imagens são digitalizadas pela equipa e posteriormente enviadas a cada participante. Uma experiência prática que valoriza o tempo, o gesto manual e a materialidade da imagem fotográfica.
Programa de curtas-metragens que abordam crescimento, risco, herança emocional e transformação pessoal.
Déia & Dete — Bruna Schelb Correa, Francis Frank | Brasil | 8:07
Só é feliz quem se arrisca — Rodrigo Vulcano, Lucas Lima | Brasil | 13:54
Noé e o escafandro — Rodrigo Vulcano, Fernando Galeane | Brasil | 15:58
Bijupirá — Eduardo Boccaletti | Brasil | 14:16 A Herança — Pedro Jacob Pisco | Portugal / Brasil | 5:00
Longa-metragem · 71 min · Brasil · M10
Realização: Jura Capela
Documentário intimista que mergulha no universo de José Celso Martinez Corrêa, figura central do teatro brasileiro e fundador do Teatro Oficina Uzyna Uzona. Filmado no seu quarto, o realizador transforma o espaço privado num palco performativo onde Zé Celso revisita a génese das suas criações, atua, reflete e se entrega à câmara.
Corpo e palavra tornam-se matéria viva de um artista que fez da arte um gesto radical de liberdade, reafirmando a sua importância histórica na cultura brasileira.
Longa-metragem · 86 min · Guiné-Bissau / Portugal
Realização: Mauricio Franco, Filipe Traslatti Mello
Documentário que acompanha um processo profundo de reconstrução identitária na Guiné-Bissau, explorando a diversidade étnica e o vasto legado cultural do país.
O Carnaval surge como espaço máximo de expressão coletiva, revelado através de entrevistas íntimas, imagens de bastidores e do intenso trabalho de preparação que antecede a celebração. Um retrato vibrante de memória, pertença e afirmação cultural.
Longa-metragem · 107 min · Brasil
Realização: Flavio Frederico
Documentário que percorre a produção musical afro-brasileira a partir da soul music, ligando os bailes black urbanos às tradições de resistência dos quilombos e aos debates políticos e culturais do seu tempo.
Estruturado a partir de testemunhos diretos de artistas e protagonistas do movimento e apoiado num vasto acervo de imagens de época, o filme constrói um panorama histórico marcado por afirmação identitária, luta contra o racismo e legado cultural duradouro.
Longa-metragem · 82 min · Portugal
Realização: Daniel Mota
Documentário que regressa ao início dos anos 90, período em que Portugal viveu uma explosão própria da música de dança. Raves, promotores, DJs e uma comunidade emergente moldaram um capítulo subterrâneo com impacto duradouro na cultura urbana portuguesa.
Através de imagens de arquivo e testemunhos, o filme reconstrói a génese e evolução desse “paraíso” rave português, onde liberdade, experimentação e pertença se cruzaram.
Conversa com o realizador Daniel Mota após a sessão.
Sessão prática dedicada à palavra dita no audiovisual, orientada pela atriz e criadora Mia Tomé.
A atividade propõe uma reflexão sobre a voz como matéria cinematográfica e instrumento narrativo. Os participantes são convidados a trazer um livro, revista ou texto da sua escolha e a gravar um excerto, contribuindo para a construção de um arquivo sonoro coletivo. Entre leitura, interpretação e escuta, o workshop explora ritmo, intenção e presença vocal, transformando a palavra num gesto de partilha e criação.
Programa de curtas-metragens que cruzam memória, identidade, reencontro e transformação pessoal.
Andar com Fé — Duarte Coimbra | Portugal | 13:00
Um homem desloca-se a Lisboa em busca de trabalho. A passagem por uma igreja antiga desperta memórias de um amigo e transforma a deslocação numa travessia emocional, onde fé e amizade se entrelaçam.
Henrique Alves Costa: Cinéfilo Inconformista — Manuel Vitorino | Portugal | 20:00
Retrato de Henrique Alves Costa (1910–1988), figura fundamental do cineclubismo português, impulsionador do Cineclube do Porto e da Federação Portuguesa de Cineclubes. Defensor do cinema português e atento aos movimentos de renovação estética, destacou-se como crítico, ensaísta e dinamizador cultural.
Nascemos para Semente — Maurício Valbuena | Portugal/ Colômbia | 16:37
Um homem procura resolver um problema que afeta jovens da Cova da Moura, sem esquecer o desejo do irmão com deficiência de conhecer o mar. Um filme sobre responsabilidade, afeto e futuro.
Us — Vasco André dos Santos | Portugal | 14:52
Dois amigos de longa data dispõem de apenas uma noite para enfrentar feridas antigas e tentar reconstruir a relação. Um retrato contido sobre distância emocional e possibilidade de reconciliação.
Samba Infinito — Leonardo Martinelli | Brasil | 15:00
Durante o Carnaval do Rio de Janeiro, um trabalhador da limpeza urbana vive o luto enquanto cumpre as suas obrigações. Ao encontrar uma criança perdida, inicia uma busca que o obriga a cuidar e a continuar.
First Date — Luís Filipe Borges | Portugal | 15:00
Comédia romântica sobre um lisboeta que, para impressionar uma americana, finge ser açoriano e marca o primeiro encontro na ilha do Pico. Um olhar leve sobre identidade e expectativa.
Longa-metragem · 80 min · Brasil
Realização: Candé Salles
Maria Carol Rebello, atriz, revisita a sua vida e a trajetória artística da sua família num documentário confessional independente. A narrativa atravessa as memórias do tio, o ator e diretor Jorge Fernando, da avó, a atriz Hilda Rebello, e do irmão, o multiartista João Rebello.
Entre perdas sucessivas e permanência da criação artística, o filme procura compreender como se encontra fôlego para continuar depois da ausência. Um retrato íntimo sobre luto, memória e continuidade.
Programa dedicado a olhares femininos e a narrativas centradas em corpo, memória, crença e transformação.
Limítrofe — Aleph Loureiro | Brasil | 15:23
Experimentação audiovisual que cruza cinema, poesia e performance. Michele percorre a cidade de Campos dos Goytacazes como corpo-poema, atravessando ruínas, memórias e sonhos num território limítrofe entre gesto e espaço.
Quebrando o Cobrão — Maria Inês Gomes | Portugal | 9:24
Uma Maria procura quebrar um quebranto antigo. Ficção e crença misturam-se num percurso pelos “cantos” ancestrais da serra, onde tradição e intimidade se cruzam.
Azul — Luísa Pinheiro de Andrade | Brasil | 19:56 · M12
Uma jovem cantora, devastada pela morte da namorada, encontra uma possibilidade inesperada de despedida e confronto emocional. Um retrato sensível sobre o luto e a transformação.
Roma:Guaporé — Gilberto Perin | Brasil | 10:20
Reflexão poética sobre memória, sonhos e envelhecimento. A voz de uma mulher conduz a narrativa, interrogando o que significa continuar a sonhar depois dos 70 anos.
Tomorrow’s a New Day — Mariana Macedo, André Lino | Portugal | 16:00
Uma viagem de reencontro e procura de propósito, onde a diferença e reconciliação se tornam centrais.
Longa-metragem documental · 55 min · Portugal
Realização: Sofia Pinto Costa
Retrato de uma das mais longas fugas à justiça do século XX. Um norte-americano condenado por homicídio e pirataria aérea conseguiu escapar ao FBI durante mais de quarenta anos, vivendo em Portugal sob identidade falsa até ser localizado em Sintra.
O filme acompanha uma investigação que atravessa cinco países e três continentes, reunindo arquivos históricos e testemunhos de antigos militantes políticos, investigadores e familiares, refletindo sobre identidade, clandestinidade e passagem do tempo.
Conversa com a realizadora Sofia Pinto Costa.
Longa-metragem · 96 min · Portugal / Cabo Verde / Suíça
Realização: Denise Fernandes
Na Ilha do Fogo, Nana cresce com a ausência da mãe, que partiu após o seu nascimento. Entre o desejo de regresso e a realidade de uma terra marcada pela diáspora, o filme acompanha infância e adolescência num espaço entre mar e vulcão.
Um olhar íntimo e sensorial sobre crescimento, pertença e construção de identidade “a partir de dentro”.
Longa-metragem · 72 min
Realização: Maurice Mariaud
Raridade do cinema mudo português. Após perder o pai no mar, Rosa é acolhida por um faroleiro. Instala-se um triângulo amoroso marcado por ciúme e fatalidade, com o oceano como presença constante.
A projeção é acompanhada por música ao vivo de Tó Trips, guitarrista e compositor reconhecido pelo seu percurso nos Dead Combo e no projeto Tó Trips & Fake Latinos, acompanhado pela Helena Espvall, violoncelista com carreira entre o folk e a experimentação.
O diálogo entre imagem centenária e criação sonora contemporânea encerra a edição de 2026 num gesto de encontro entre memória e reinvenção.











O Cine Amadora integra um programa de workshops e ações formativas que aproximam o público do cinema enquanto prática artística, educativa e profissional. As atividades promovem a experimentação, a partilha de conhecimento e o contacto direto com profissionais do setor audiovisual.
Data e horário
Quinta-feira, 5 de março — 10h30
Descrição
Sessão integrada no programa pedagógico “IGAC vai à Escola”, desenvolvido pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais, com o objetivo de sensibilizar as camadas mais jovens para a importância da propriedade intelectual e do respeito pelos direitos de autor. Através de uma abordagem prática e participativa, a atividade introduz os conceitos de autor e de obra, promove uma pequena experiência criativa e incentiva a reflexão sobre o valor da criação artística e os impactos da utilização indevida de conteúdos protegidos.
Público-alvo
Professores do 1.º e 2.º ciclos
Técnicos de educação e mediadores culturais
Profissionais ligados ao ensino e programação educativa
Informações
Duração: aprox. 90 minutos
Participação gratuita
Número de participantes: limitado à capacidade da sala
Inscrição obrigatória
Data e horário
Sexta-feira, 6 de março — 10h00
Número máximo: 20 participantes
Descrição
Através do visionamento de excertos de filmes, o workshop propõe uma conversa aberta sobre a forma como o cinema molda o nosso olhar, em particular na representação dos corpos femininos. A partir do conceito de male gaze, formulado por Laura Mulvey, a sessão — em registo acessível e participativo — estimula uma relação crítica com as imagens e os media.
Sobre a formadora
Paula Miranda é montadora com mais de vinte anos de experiência internacional e integra o coletivo MUTIM, dedicado à reflexão sobre o papel das mulheres no cinema e no audiovisual em Portugal.
Público-alvo
Estudantes de cinema e audiovisual
Público interessado em linguagem cinematográfica e análise crítica da imagem
Jovens criadores e profissionais emergentes
Informações
Duração aproximada: 2 horas
Participação gratuita
Inscrição obrigatória (vagas limitadas)
Data e horário
Sábado, 7 de março — 10h00
Número máximo: 10 participantes
Descrição
Workshop prático dedicado à fotografia analógica em película. Os participantes recebem máquinas e rolos fotográficos previamente e são convidados a fotografar a cidade da Amadora nos dias anteriores. A sessão culmina na revelação coletiva da película e numa experiência de montagem em stop motion, proporcionando contacto direto com processos analógicos ligados ao cinema.
Público-alvo
Jovens criadores
Estudantes de imagem e fotografia
Público interessado em processos analógicos
Amadores com curiosidade artística
Informações
Duração da sessão: aprox. 2 horas
Atividade gratuita
Inclui materiais (máquinas e película)
Inscrição obrigatória (vagas limitadas)
Data e horário
Domingo, 8 de março — 10h00
Número máximo recomendado: 20 participantes
Descrição
Uma conversa prática sobre a palavra dita e a sua importância no cinema e no audiovisual. Os participantes são convidados a gravar pequenos excertos de textos escolhidos, contribuindo para a criação de um arquivo sonoro coletivo. A atividade propõe uma reflexão sobre voz, interpretação e presença sonora no cinema.
Todos os direitos reservados | Fronteira dos Afetos Lda © 2026.